Histórias de tradutores: Xuan Zang

Xuan Zang, monge, viajante, escritor. Levou à China, de suas numerosas viagens à India, inúmeros textos sobre budismo que traduziu posteriormente em hindu.

« Tradutor oficial de Buddha na China »: Possivelmente era o que estava escrito no cartão de visitas de Xuan Zang…

BOA HERANÇA FAMILIAR AJUDA BASTANTE

O que você faz quando o seu tataravô foi ministro da dinastia Han, quando o seu bisavô foi prefeito de Shangdang durante a dinastia Wei do leste, seu avô foi professor da Academia Imperial durante a dinastia Qi do norte e seu pai foi um magistrado de Confúcio na região Jiagling sob a dinastia Sui? Você toca guzheng em um grupo mandarin de proto-rock? Não. Você se torna o melhor tradutor da história do budismo chinês!

BOA EDUCAÇÃO TAMBÉM AJUDA MUITO

Apesar de sua educação vinda dos ensinamentos de Confúcio, Xuan Zang rapidamente demonstrou interesse em budismo. Após o falecimento de seu pai em 611, ele juntou-se a um de seus irmãos mais velhos em um monastério budista. Xuan Zang tinha 9 anos, quatro anos mais tarde ele tomou as ordens sagradas. Enquanto estudava budismo, foi confrontado com contradições e deficiências em textos da sua tradição disponíveis em chinês. Ele estava convencido que novos tradutores eram necessários…  Então, ele aprendeu sânscrito e mudou-se para Índia em 629.

VIAJAR ENRIQUECE A MENTE

Após deixar a China secretamente pela « Passagem Jade » (Yumenguan), ele seguiu pela rota da Seda através do deserto de Gobi , conheceu o rei de Turpan, escapou de ladrões para chegar a Karasahr, passou por Bedel Pass para chegar ao que é agora o Quirguistão, conheceu o grande Khan de Göktürks, foi ao Tashkent (hoje capital do Uzbequistão), seguiu pelo deserto até os persas de Samarkand, passou as montanhas de Pamirs pelo “Iron Gates”, cruzou o rio Amu Darya, assistiu ao funeral do príncipe Tardu em Kunduz, seguiu sentido oeste para chegar no que é agora o Afeganistão, seguiu pelo leste  pelo Shibar pass, perto do que é agora Cabul, cruzou o legendário rio Gandhara, alcançou a Adinapur (Jalalabad) antes de finalmente chegar a Laghman. Naquele momento ele pensou ter chegado à Índia. Um ano (!) se passou desde que ele foi embora.

…TRADUZA AGORA!

Durante os 16 anos seguintes, ele visitou a Índia, viagens que não vamos contar em detalhes.  Diremos apenas que os vinte volumes dessas viagens, escritas em 646 a pedido do Imperador e tituladas Description of  travels in the Western Regions at the time of Great Tang, é uma das fontes mais importantes de pesquisa medieval da Índia e Ásia Central.

Como resultado, « a pequena » agência de tradução que ele iniciou quando retornou foi um sucesso: nada de tradução financeira ou de marketing, mas um total de 1.330 traduções em chinês, incluindo 657 textos budistas trazidos da Índia e 600 capítulos do Mahaprajnaparamita Sutra… Os fundamentos de todo budismo chinês.

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